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Telmário Mota fala que é 'hora de avançar' sobre legalização de rinha de galo no Brasil

Político já foi flagrado frequentando esse tipo de evento e se tornou notícia em meios de comunicação

Créditos: Josué Ferreira
Político já foi flagrado frequentando esse tipo de evento - Divulgação

O senador Telmário Mota (Pros) divulgou vídeo nas redes sociais, nesta terça-feira (13), em que defende que é 'hora de avançar' na legalização da rinha de galo no território brasileiro.

O político já foi flagrado frequentando esse tipo de evento e se tornou notícia em meios de comunicação nacional. À época, disse que as imagens foram feitas na Venezuela, onde a briga entre os animais é permitida.

"Quero conversar com todos os galistas do Brasil. Tenho visto nos diversos grupos a grande aflição. Hoje, na verdade, o galismo tem que avançar ou recuar de uma vez. Eu acho que é hora de avançar. Sentei com minha assessoria e estamos buscando alguns mecanismos para a gente sair dessa situação", iniciou Telmário.

Em março deste ano, o parlamentar usou a tribuna do Senado para criticar a apreensão de 22 galos usados, supostamente, para rinha de galo em Ibirama, no Vale do Itajaí, estado de Santa Catarina.

Os animais, de espécie que segundo o senador está em extinção, passaram por avaliação veterinária e acabaram sacrificados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

"Na verdade, não havia maus-tratos e muito menos rinha de galo naquela localidade. Os animais eram da espécie de animais combatentes e, por isso, brigaram. Como pode fazer sentido livrar um ser vivo dos maus-tratos sacrificando-o? Em nome de quem você pode dizer que está livrando dos maus-tratos praticando a eutanásia, matando, sacrificando, exterminando? Lamentavelmente o espírito do Hitler está nesse policial maligno. Essa laranja podre tem que ser retirada, para não estragar um quadro tão bom, que são os policiais de Santa Catarina", criticou à época.

Para justificar a permissão da rinha de galo, Mota cita que não existe no país uma lei que proíba a prática. Contudo, a Lei 9.605/98, a chamada Lei de Crimes Ambientais, a rigor do seu artigo 32, define como crime ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena é de detenção de três meses a um ano, mais multa.

Mota pondera que há um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite sacrificar animais em rituais religiosos e, por conta disso, caberia legalizar a prática de briga de galos como cultural.

"Recentemente, o Supremo Tribunal decidiu que é constitucional sacrificar animais em rituais religiosos, porque é cultura. Ora, se matar em rituais religiosos pode e é cultura, por que disputar não é cultura? Então, cabe aí uma provocação. Mais do que isso, estamos buscando outro caminho: que a decisão da cultura dos galos combatentes seja estadual, que cada estado defina essa situação", defendeu.

Por fim, ele avalia que o momento é propício para que as organizações de galistas do Brasil se unam e marquem uma data para ir a Brasília. Segundo ele, a partir desse movimento, as documentações no que tange às propostas de legalizar serão entregue ao STF e ao presidente da República, Jair Bolsonaro. "Estou pronto para ajudar, dentro da legalidade", disse.

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