Últimas Notícias

Roraima registra crescimento de 322% nas exportações no primeiro semestre do ano

No Estado, os números são animadores e mostram crescimento de exportações para Venezuela e China


Soja é o principal produto exportado do Estado - Edinaldo Morais/ Roraima em Tempo

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) divulgou os dados da balança comercial com os resultados do primeiro semestre de 2019. Em Roraima, os números são promissores em relação ao mesmo período no ano anterior e apontam crescimento de 322% nas exportações.

O total geral da exportação no Estado foi mais de US$ 40 milhões, se comparado ao mesmo período de 2018, uma alta de US$ 33,2 milhões. O total da importação neste primeiro semestre foi de mais de US$ milhões, uma leve queda de US$ 920 mil em comparativo com o ano passado.

No ranking dos produtos que tiveram maior crescimento aparece a soja, mesmo triturada com 30%, o ouro em forma manufaturadas para uso não monetário e demais produtos manufaturados com 15%.

Para o economista Fábio Martinez, a exportação da soja é a principal responsável pelo aumento das vendas do Estado. "O que verificamos é que tivemos um crescimento muito grande das exportações de soja, se comparado com o primeiro semestre de 2018, pois já exportamos mais de US$ 12 milhões, um crescimento de mais de US$ 10 milhões em soja em relação ao mesmo período", explicou.

Os principais países de destino desses produtos são Venezuela, China e Índia, que representam respectivamente 40%, 27% 17% das exportações do Estado. Segundo o economista, as exportações para a Venezuela praticamente triplicaram em relação ao ano anterior.

"Se analisarmos em termos de países, a Venezuela continua sendo nosso principal parceiro comercial. Mesmo que neste ano tenham sido fechadas as fronteiras por quase dois meses, as exportações quase triplicaram para a Venezuela. Além disso, temos mais de US$ 16 milhões para a China, que exporta basicamente a soja, e a Índia que vem sendo o destino de quase todo o ouro do Estado".

A China é o principal importador de soja do mundo e, mesmo diante de um acordo com Estados Unidos, tem começado a exportar mais o produto do Brasil, o que pode ter refletido no crescimento exponencial no primeiro semestre do ano.

Todavia, o economista acredita que esse crescimento não vá refletir no segundo semestre do ano. Já que o governo tem priorizado as negociações com o governo norte americano em detrimento da China.

"Com as políticas de exportações do governo atual junto aos Estados Unidos, tem se deixado de lado as negociações comerciais com a China", apontou Fábio Martinez.

SEE ALSO ...