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Roraima confirma 362 casos de Sarampo desde início do surto; maioria em venezuelano

De acordo com a Sesau, 54% dos infectados são homens e 46% são mulheres

Créditos: Bryan Araújo
Venezuelanos representam a maior parte dos infectados, conforme a Sesau - Arquivo/ Roraima em Tempo

Roraima registrou 612 casos de sarampo desde fevereiro de 2018, início do surto da doença, até junho de 2019. Do total, 362 foram confirmados, a maioria em pessoas de origem venezuelana, número que representa 60,8%, segundo estatística atualizada na última semana pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

A maior parte dos infectados é composta por indígenas venezuelanos, com 146, cerca de 40% do total de casos confirmados. A doença atinge ainda 139 brasileiros, número que representa 38%. Dois guianenses, um peruano e um argentino também foram identificados com a doença.

De acordo com a Sesau, 54% dos infectados são homens e 46% são mulheres. A maioria dos infectados são crianças com idade de 1 a 5 anos, com 27% dos casos, seguido por crianças abaixo de um ano, com 24% dos portadores do vírus.

Ainda segundo os dados, de todos os casos notificados desde o início da epidemia, apenas um foi confirmado nos primeiros semestre de 2019, 26 já foram descartados e cinco estão sob investigação.

Desde o início do surto de sarampo em Roraima, as autoridades em saúde registraram quatro mortes causadas pela doença. Todos os óbitos ocorridos no Estado são crianças menores de cinco anos de idade, sendo dois brasileiros e dois imigrantes venezuelanos.

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NO BRASIL

Segundo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil registra 142 casos confirmados de sarampo desde o início de 2019. O relatório confirma 66 casos no estado de São Paulo, 53 no Pará e 11 no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, houve 623 notificações de casos suspeitos de sarampo no total, 217 já foram descartados e 340 ainda estão em investigação. No estado, a população de 20 a 29 anos é a mais atingida, representando 42% dos casos. O Pará ainda tem seis casos suspeitos em investigação e o Rio de Janeiro possui oito.

Em 2018, houve um grande aumento no número de casos da doença no Brasil, caracterizando um surto em alguns estados. Ao todo, 10.326 infectados foram confirmados como portadores do vírus.

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NO MUNDO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que o número de casos de sarampo no mundo aumentou cerca de 300% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2018.

Foram registrados mais de 112 mil casos de sarampo em 170 países nos três primeiros meses de 2019. A entidade informou que os recentes surtos da doença causaram muitas mortes, principalmente de crianças.

Os casos de sarampo na África aumentaram em aproximadamente 700%, em comparação ao mesmo período do ano passado. Na Europa, o crescimento foi de 300%, apesar do uso de vacinas na região ser mais difundido.

SARAMPO

De acordo com o Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença viral, transmitida pela fala, tosse e espirro, além de ser contagiosa, mas que pode ser evitada pela vacina, tríplice viral. A doença pode ser contraída por pessoas de qualquer idade, mas crianças estão mais suscetíveis.

As mortes registradas em Roraima em decorrência da doença encaixam-se nos relatórios divulgados pelas entidades de saúde que fazem o monitoramento da doença. Pois, no mundo, o sarampo é uma das principais causas da mortalidade entre crianças menores de cinco anos de idade.

Especialistas apontam que o sarampo caracteriza-se principalmente por febre alta, acima de 38,5°C, tosse, coriza, conjuntivite e pequenas manchas brancas que aparecem na mucosa bucal. As manifestações clínicas do sarampo são divididas em três períodos, são eles, período de infecção, remissão e toxêmico.

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