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Mais de 600 empresas foram extintas em Roraima no primeiro ano de pandemia

Mesmo com fechamentos, estado abriu 1.247 lojas e teve saldo positivo de 10,91% em 2020

Créditos: Yara Walker
Em 2019, foram extintas 586 lojas em Roraima - Arquivo/Roraima em Tempo

Roraima registrou a extinção de mais de 600 empresas em 2020, de acordo com a Junta Comercial do Estado (Jucerr). Em contrapartida, um segundo levantamento mostra que 1.247 empreendimentos abriram as portas no mesmo período. Os dados apontam que o estado possui, atualmente, mais de 25 mil empresas ativas.

De acordo com informações da Jucerr, em 2019 foram extintas 586 lojas. Já no ano de 2020 foram 656, uma variação de -9%. 

Segundo a presidente da Junta, Mariana Poltronieri, o número de empresas que abriram no ano retrasado foi 1.082, indicando um leve aumento, de 10,91%, quando comparado ao número contabilizado no primeiro ano de pandemia do coronavírus.

"Nós abrimos mais empresas mesmo em meio a pandemia e tivemos a constituição, ou seja, uma variação positiva na abertura de empresas", avaliou. Ela afirmou que a previsão é de crescimento no quantitativo de aberturas de lojas.

"Esse cenário fez com que as pessoas se reinventassem, legalizassem os pequenos negócios. O estado tem uma economia aquecida e neste ano de 2021 seguimos crescendo, o que é vantajoso. Teremos um cenário positivo", garantiu.

NO PAÍS

Conforme o levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mais de 75 mil lojas fecharam as portas no Brasil em 2020.

Segundo a estatística, a retração no ano passado é a maior desde 2016 (-105,3 mil), quando o setor ainda sofria os efeitos da maior recessão da história recente do País.

"O nível de ocupação no setor também foi impactado pela crise: ao longo do último ano, 25,7 mil vagas formais foram perdidas. Trata-se da primeira queda anual desde 2016 (-176,1 mil). Embora negativo, o saldo de 2020 não reverteu completamente a quantidade de vagas geradas nos três anos anteriores", destacou o CNC.

O estudo mostra ainda que o ramo que mais perdeu unidades foi o de vestuário, calçados e acessórios (-22,29 mil unidades). Na sequência, aparecem hiper, super e minimercados (-14,38 mil) e lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (-13,31 mil).