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Criminosos clonam WhatsApp de vítimas para aplicar golpes em RR, alerta Polícia Civil

Suspeitos normalmente conseguem número de vítimas em sites de vendas, segundo delegado-geral

Créditos: Anderson Soares
Após clonar whastapp, criminosos têm acesso a contatos e conversas das vítimas - Divulgação

Uma modalidade de crime tem chamado a atenção das autoridades policiais do estado: a utilização do aplicativo WhatsApp pelos criminosos para chegar às vítimas e aplicar golpes. A Polícia Civil de Roraima destaca que com algumas medidas de segurança é possível evitar cair na armadilha.   

O aplicativo é um dos mais utilizados pelos suspeitos, tendo em vista a frequência com que as pessoas se comunicam. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Roraima, Herbert Cardoso, os golpistas buscam criar mecanismos para extorquir dinheiro das pessoas.

Ele explicou que normalmente os criminosos conseguem o número das vítimas em sites de vendas. O estelionatário costuma mandar mensagem se passando pelo administrador do portal e solicita dados pessoais com a desculpa de que precisa das informações para validar a referida venda.

Na posse das informações pessoais e o número do telefone, eles se aproveitam para "clonar" o WhatsApp. Ao iniciar esse processo, chega ao celular da vítima um código de segurança, o qual também é solicitado pelos criminosos durante a conversa. Caso o trâmite dê certo, os suspeitos passam a ter acesso aos contatos e conversas das pessoas.   

"Só eu atendi recentemente aproximadamente seis vítimas. Elas até pedem para não divulgar o nome delas, inclusive, nem registraram boletim de ocorrência por vergonha. Quando caem num golpe desses ficam com receio de denunciar porque todo mundo fica dizendo: como você é ingênua e burra. E a vítima não presta a queixa na delegacia", comentou o delegado.

Cardoso enfatizou que no caso de algum amigo ou familiar entrar em contato através de mensagem pelo aplicativo pendido dinheiro, é recomendado ligar para a pessoa e constatar que, de fato, é realmente ela do outro lado da linha. Antes disso, é importante evitar transferência bancária.

"Ele [estelionatário] se passa por uma pessoa e você confia que é a pessoa e o ajuda. Só que o bandido costuma informar a conta bancária de um terceiro, inventa uma desculpa e diz, por exemplo, que teve problema no carro e pede para ser transferido dinheiro direto para conta do mecânico", explicou.

Herbert frisou que o estelionatário não é um bandido qualquer. Segundo ele, costuma ser uma pessoa inteligente, bem vestida, de boa aparência e sabe conversar. "Ele sempre usa o meio ardil para praticar o delito e te enganar. E você achando que está fazendo uma boa ação, acaba cedendo aos caprichos dele", acrescentou.

Quem for vítima de algum crime, inclusive, pelas redes sociais, o delegado aconselhou ser importante as vítimas procurem uma delegacia para registrar o caso. Desta forma, vai ajudar no trabalho da polícia a encontrar os suspeitos.

SEGURANÇA

Um procedimento recomendado para evitar que WhatApp seja clonado é a verificação em duas etapas. Para isso, o usuário deve abrir o aplicativo, ir em configurações, depois em Conta e, por fim, verificação em duas etapas e ativar a funcionalidade.

Ao ativar este recurso, o usuário terá a opção de inserir um endereço de e-mail. Ele será utilizado para que o aplicativo possa enviar um link para desativar a verificação em duas etapas caso a pessoa esqueça o PIN (código de segurança) e também para ajudar a proteger a conta.   

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