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Aumento de casos no Amazonas leva Roraima a montar barreiras sanitárias no aeroporto e Jundiá

Governo planeja ainda começar atendimentos no Hospital de Campanha até dia 5 de fevereiro

Créditos: Josué Ferreira e Yara Walker
Governo enfatizou que não há data para começar a imunização - Yara Walker/Roraima em Tempo

O Governo de Roraima vai montar barreiras com medidas sanitárias na Vila Jundiá, divisa com Amazonas, e no Aeroporto Internacional de Boa Vista. Isso ocorre devido ao aumento de casos  de coronavírus no estado vizinho e a "pressão hospitalar em Roraima", segundo o secretario de Saúde, Marcelo Lopes.

As barreiras devem ser montadas nos próximos 10 dias. Um ofício foi enviado ao Governo Federal para que as medidas sanitárias sejam efetivamente cumpridas. Nessa segunda-feira (11), Roraima chegou a 69.888 confirmações e 795 mortes pela doença. O estado vizinho registra 216.112 casos e 5.756 óbitos pelo vírus.

De acordo com o secretário, a partir desta semana, o Hospital Geral de Roraima (HGR) receberá mais 40 leitos, sendo 20 de terapia intensiva e outros 20 semi-intensivos. A ideia é retirar pacientes não contaminados pelo coronavírus e distribuí-los em unidades de saúde estaduais, rede privada e hospitais do interior.

"É um conjunto de medidas. A estratégia é transformar o HGR exclusivamente para pacientes com Covid. Vamos tirar a população não Covid do contato com a unidade. [A mudança ocorre] a partir de agora, já está valendo, estamos tomando as medidas a partir de hoje", garantiu o secretário.

Sobre a Área de Proteção e Cuidados (APC), o Hospital de Campanha, o gestor disse que aguarda finalizar os trâmites para que a unidade volte a operar. O prazo para que isso ocorra é até 5 de fevereiro, quando haverá de 80 a 100 leitos de enfermaria.

Na última semana, o Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) acionou a Justiça para que obrigue o Estado a disponibilizar 50 leitos na unidade, desativada no ano passado. Segundo o órgão, a medida é para evitar impactos mais severos no sistema de saúde. O juiz Phillip Barbieux Sampaio optou por audiência de conciliação.

RECURSOS

O governador Antonio Denarium (sem partido) voltou a enfatizar que não existe data para começar a imunização contra a doença em Roraima. Ele frisou que vai tomar a vacina contra a doença. Denarium testou positivo para coronavírus em maio do ano passado e anunciou a recuperação duas semanas depois.

"Roraima tem prestado conta de apenas 30% [dos medicamentos]. Ou seja, todas as unidades estão abastecidas. É bom lembrar que a resposanbilidade é de todos, e é o tratamento precoce que vai evitar a ampliação da contaminação", alertou Denarium.

Ele afirmou também que o Estado tem recursos para custear as ações de enfrentamento à pandemia, mas não citou valores. Contudo, ponderou, se os casos aumentarem "num crescimento muito grande", vai pedir ajuda ao Ministério da Saúde.

"Passamos por um período de experiência de combate à Covid-19, e estamos mais preparados para enfrentar o aumento de casos, principalmente no estado do Amazonas", declarou Denarium, ao acrescentar que não houve transferência de pacientes do estado vizinho.

VACINAÇÃO

Ontem, a Secretaria de Saúde garantiu que possui 1,1 milhão de seringas e agulhas para começar a campanha, e iniciou a compra de mais 600 mil seringas específicas para vacinação contra a doença.

A reportagem mostrou que o plano de imunização ainda está em fase de conclusão, mas deve priorizar profissionais da saúde, indígenas, ribeirinhos, pessoas com mais de 75 anos e pessoas institucionalizadas com 60 anos.

Na segunda etapa serão contempladas pessoas de 60 a 74 anos. Na última fase estão aqueles acometidos de:

  • diabetes mellitus;
  • hipertensão arterial grave;
  • doença pulmonar obstrutiva crônica;
  • doença renal;
  • doenças cardiovasculares e cerebrovasculares;
  • indivíduos transplantados de órgão sólido;
  • anemia falciforme;
  • câncer;
  • obesidade grave.