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Atraso na disponibilização de dados altera taxa de ocupação de UTI em RR, diz Fiocruz

Fundação mostra que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo de abril

Créditos: Yara Walker
Com atualização, taxa de leitos em Roraima reduziu 13%

A taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Roraima chegou a 49%, entretanto, o estado segue em zona de alerta, de acordo com o boletim epidemiológico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo o documento, os dados foram coletados até 5 de abril e mostram redução dos números, "o que pode ser resultado do feriado da Semana Santa e consequência do atraso na digitação e disponibilização de dados pelas secretarias de Saúde".

Com a atualização da Fundação, a taxa em Roraima reduziu 13%. Já o boletim da Secretaria do Estado da Saúde (Sesau) mostra que, nessa terça-feira (6), a taxa de ocupação dos 90 leitos chegou a 47%.

Mesmo com a diminuição, foram notificados no país uma média de 66 mil casos diários e 2,8 mil óbitos por dia na última Semana Epidemiológica (SE). Ao todo, Roraima registra 90.765 casos de coronavírus e 1.367 óbitos pela doença desde o início da pandemia.

MONITORAMENTO

De acordo com a Fiocruz, o vírus permanece em circulação intensa em todo o país. Esse conjunto de indicadores que vem sendo monitorado pelo Observatório Covid-19 da Fiocruz mostra que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo de abril, "prolongando a crise sanitária e o colapso nos serviços e sistemas de saúde nos estados e capitais", ressaltou.

Segundo o boletim, houve redução das taxas também no Amapá, de 100% para 91%, Maranhão, de 88% para 80%, Paraíba, de 84% para 77% e Rio Grande do Sul, de 95% para 90%. Já a Paraíba saiu da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário, juntando-se ao Amazonas 75%, além de Roraima.

Na direção oposta, destaca-se piora em Sergipe, com a taxa subindo de 86% para 95%. Exceto por essas mudanças que chamam mais a atenção, os dados obtidos em 5 de abril indicam relativa estabilidade do indicador, em níveis muito críticos, na maior parte dos estados e no Distrito Federal.

Devido aos dados, a Fiocruz destacou que é fundamental insistir na necessidade de esforços para fortalecer a rede de serviços de saúde, incluindo os diferentes níveis de atenção, e da vigilância, com ampla testagem, assim como para a aceleração da vacinação.

"Além disso, como barreira para a disseminação da pandemia e preservação de vidas, faz-se imprescindível a garantia de condições para que a população possa se manter em casa protegida, limitando a circulação de pessoas nas cidades apenas para a execução de atividades verdadeiramente essenciais", finalizou.

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