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Justiça do Rio manda afastar deputada Flordelis, acusada de mandar matar o marido

Câmara terá 24 horas para decidir no plenário se manterá o afastamento da parlamenta

Créditos: UOL Notícias
Deputada Flordelis é acusada pela justiça do Rio pela morte do próprio marido, pastor Anderson do Carmo - Fernando Frazão

Desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Rio de Janeiro determinou nesta terça-feira (23) o afastamento das funções públicas da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada de ter mandado matar o próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, em julho de 2019, na cidade de Niterói, cidade metropolitana do Rio.

A decisão será encaminhada para a Câmara dos Deputados, que terá 24 horas para decidir em plenário se manterá o afastamento do cargo, como determina a Constituição. A manutenção da decisão deve ocorrer por maioria absoluta na Câmara (257 votos).

Além dela, outros 10 acusados, entre filhos naturais e adotivos, aguardam decisão da 3ª Vara Criminal de Niterói para saber se vão a júri popular.

O relator do caso, desembargador Celso Ferreira Filho, disse que a condição de parlamentar a coloca em situação de privilégio na defesa do processo em relação aos outros réus e que por esse motivo ainda não foi detida.

"Veja-se que nas redes sociais há evidências de diálogos indicativos do poder de intimidação e de persuasão que [Flordelis] exerce sobre testemunhas e corréus. Igualmente, não há dúvidas que, pela função que exerce, possui ela meios e modos de acessar informações e sistemas, diante dos relacionamentos que mantém em virtude da função parlamentar", destacou.

O desembargador ainda disse que as ações da deputada citadas nos autos do processo podem significar interferência na apuração do caso. Flordelis só não foi presa justamente tem imunidade parlamentar.

 

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