Momento Terapia

Renda fixa vs Renda variável

Antes de tudo, é preciso saber o seu perfil de investidor, basicamente, se você estiver disposto a correr riscos maiores para tentar obter ganhos maiores


Você sabe qual reflete mais seu perfil? - Blog.messem

De forma simples, podemos dizer que o mundo dos investimentos é dividido em renda fixa e renda variável. Nossa Jádila! E agora? Qual a melhor para investir? Já adianto que não existe melhor e nem pior, tudo depende de você, e eu já te explico.

Antes de tudo, é preciso saber o seu perfil de investidor. Se você estiver disposto a correr riscos maiores para tentar obter ganhos maiores, você é um investidor agressivo. Mas se você não está disposto a correr riscos, prefere ganhar um pouco menos, mas sem o risco de perder dinheiro, você é um investidor conservador. E tem ainda o investidor moderado, que dependendo da oportunidade, até topa correr algum risco.

Dito isso, você já sabe qual o seu perfil? Alguns especialistas julgam que quanto mais jovem for o investidor, mais agressivo ele será. Em parte, quando se é jovem, naturalmente você está disposto a correr mais riscos, e, caso seus investimentos deem errado, você terá mais tempo para começar de novo.

RENDA FIXA

Renda fixa é uma modalidade de investimento com rentabilidade previsível, geralmente procurada por investidores que buscam mais segurança, ou seja, investidores que querem fugir dos riscos.

Justamente por ter uma rentabilidade previsível, a renda fixa transmite uma segurança maior ao investidor, que, por sua vez, quer saber exatamente o quanto terá de retorno ao investir.

A renda fixa geralmente está associada a títulos de dívida. Com isso, quando se investe neles, o investidor está fazendo um empréstimo à instituição emissora. Desta forma, o capital investido é devolvido ao investidor com os juros devidamente acordados.

Os títulos de renda fixa possuem duas principais formas de remuneração:

  • Pré-fixado: na qual a rentabilidade do investimento é definida na hora da compra. Ou seja, o investidor sabe exatamente o quanto vai receber;
  • Pós-fixados: na qual a rentabilidade está atrelada a algum índice. Assim, o investidor só saberá o quanto vai receber, na data de resgate.

Apesar de a aplicação em renda fixa mais popular ser a caderna de poupança, existem várias outras aplicações disponíveis no mercado, inclusive que rendem mais que a poupança:

  • Fundos de investimento em renda fixa;
  • Tesouro Direto;
  • Certificado de Depósito Bancário - CDB;
  • Debêntures;
  • Letras de Crédito Imobiliário - LCI;
  • Letras de Crédito do Agronegócio - LCA

Essas são algumas das aplicações disponíveis. Nas próximas colunas iremos falar de cada uma delas.

RENDA VARIÁVEL

Diferente da renda fixa, na renda variável o investidor não consegue prever o quanto terá de retorno. A modalidade mais conhecida na renda variável é o mercado de ações, já que os preços dos ativos ofertados mudam constantemente.

Quando você compra ações de uma companhia, você se torna sócio dela. Sendo assim, a distribuição de lucro vai depender da saúde financeira da empresa. De acordo com o desempenho da companhia, seus sócios podem ter lucro ou prejuízo.

É impossível saber qual será o retorno quando se faz uma aplicação em renda variável, mas isso não quer dizer que você não deva analisar as ações antes de comprar.

As oscilações do mercado trazem risco maior aos investimentos em renda variável, contudo, possibilitam ganham maiores, muitas vezes, ganhos muitos superiores ao da renda fixa.

Além do mercado de ações, você pode investir no mercado de renda variável por meio de fundos imobiliários, pelo qual você compra uma cota, uma parte do imóvel, e pode lucrar com o seu aluguel. Existem outras opções de aplicações em renda variável que falaremos com mais detalhes em outras colunas.

Como já dito no início, investir em renda fixa ou variável depende do seu perfil de investidor e de seus objetivos. É sabido que a renda variável consegue trazer um retorno maior aos seus investidores, no entanto, as oscilações no mercado podem trazer grandes perdas também, perdas que não acontecem na renda fixa.

O ideal é que você tenha uma carteira diversificada, isto é, possuir investimentos em renda fixa e também em renda variável.

Para investir na renda variável, comece aos poucos, com uma quantia que você possa perder sem que cause grandes mudanças na sua vida financeira. Compre uma, duas, três ações que seja para começar a entender o mercado e suas oscilações.

Alguns investimentos, como é o caso da reserva de emergência, sempre deverá ser alocado em renda fixa, como tesouro direto, por exemplo, pois neste caso você precisa de segurança e liquidez. Investimentos em renda fixa é aquele dinheiro que você não pode perder de jeito nenhum, aquele dinheiro para um objetivo de curto prazo sabe?!

Na próxima coluna falaremos mais sobre os tipos de investimento em renda fixa, sua rentabilidade e a influencia da taxa Selic sobre eles.

Grande abraço! Até a próxima!

Jádila Andressa é formada em economia pela Universidade Federal de Roraima (UFRR) e pós-graduanda em Gestão Financeira pela Prominas. Todas as quartas ela traz dicas do mundo econômico, descomplica os assuntos e te ajuda no que for preciso.