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Família de jovem assassinada em Boa Vista protesta e pede que caso seja solucionado

Ato foi uma forma de solicitar que investigações não sejam arquivadas; estudante morreu há 15 dias e ainda não há suspeitos


Ato iniciou às 16h desta segunda-feira (17), no Centro Cívico de Boa Vista - Anderson Soares/Roraima em Tempo

Familiares e amigos da jovem Carolina dos Santos, de 18 anos, fizeram uma manifestação simbólica na tarde desta segunda-feira (17) e solicitaram que as investigações sobre o assassinato da estudante continuem. O protesto teve início às 16h em frente à Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR).

O corpo de Carolina foi encontrado no dia 8 de junho num terreno baldio situado na Rua Alfres Paulo Saldanha, bairro São Francisco, zona Norte da capital. A vítima tinha sinais de estrangulamento. A estudante estava desaparecida desde a noite anterior, quando não retornou para casa após sair da Escola Estadual Monteiro Lobato.

Para o tio da vítima, o músico Rondinele Almeida, a manifestação é uma forma de pedir justiça e que o caso não caía no esquecimento. De acordo com ele, a Polícia Civil ainda não apresentou nenhuma resposta aos familiares sobre o que aconteceu com a estudante.

"Todos os dias, vidas estão sendo ceifadas. Só queremos que quem tenha cometido [o crime] pague. Minha sobrinha tinha a vida toda pela frente e lhe foi brutalmente tirada sem direito de defesa. Pedimos que as autoridades tomem providências e a solução do que ocorreu", relatou.

Ele destacou que a jovem não tinha desavenças e não suspeita do que teria motivado o crime. A mãe da estudante, abalada com a situação, passou mal e não conseguiu permanecer na manifestação.

AMIZADE

Para as amigas que carregavam cartazes com mensagem de 'queremos justiça!', perto de uma fotografia de Carolina, a realidade ainda parece estranha sem a presença dela. Lorena Gonçalves, de 22 anos, se lembra dos últimos momentos com a vítima. "Estávamos na escola e a aula acabou cedo, cada uma foi para casa. De manhã eu recebi a notícia", lamentou.

Segundo ela, ir às ruas é uma forma de pedir ações para que os culpados sejam encontrados. "A Carol tinha apenas 18 anos e foi uma barbárie o que aconteceu. Que a justiça seja feita e esse crime não fique impune como muitos têm ficado", complementou.

Agora, para Gabriela Vasconcelos, de 18 anos, a lembrança da jovem é o que fica. "Era uma menina sorridente e sempre estava brincando com a gente. Ela nunca estava triste. Vamos retomando a rotina, mas sem ela, fica difícil", disse.

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