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Mandato de Mecias de Jesus (PRB) segue ameaçado

Mandato de Mecias de Jesus (PRB) segue ameaçado


Medinho

Nos bastidores da política local não se fala em outra coisa a não ser no medo que o senador Mecias de Jesus (PRB) está de perder o mandato. São muitas as ameaças, baseadas em atitudes ilegais e até em investimentos mal sucedidos feitos pelo parlamentar. A soma é de assustar, mas quem anda perto do político diz que hoje, ele acumula uma dívida de mais de R$ 11 milhões, contraída pelos acordos políticos firmados para a sua candidatura e eleição. 

 

Milhões 

Segundo a Coluna foi informada, a dívida veio de empréstimos contraídos para fazer a chamada boca de urna. Com esse dinheiro, Mecias teria pago boca de urna, fechado acordos com vereadores e lideranças do interior e ainda comprado votos que eram de Ângela Portela e de Romero Jucá. A prática garantiu uma vitória apertada. O que Mecias não contava era ter parte de seus planos frustrados pelo governador Antonio Denarium (PSL) que começou ajeitando os contratos das terceirizadas, suspendeu e atrasou o pagamento das empresas e ainda limitou a interferência de Mecias na estrutura de governo. Pra piorar, as declarações do ex-secretário de Saúde, Ailton Wanderley, tornaram o cenário ainda mais complicado para Mecias. Sem a estrutura que contava ter, o parlamentar segue devendo a quem investiu na sua candidatura e correndo da sala pra cozinha pra conseguir esse dinheiro. 

 

Chantagem

Outra agonia na vida de Mecias é a denúncia de que ele teria sido o responsável por fraudar a eleição para a escolha do presidente do Senado Federal. O caso foi denunciado e vem sendo acompanhando pela revista de circulação nacional Crusoé, eespecializada nos bastidores da política nacional. Na última matéria sobre o caso, a Crusoé revelou que Mecias estaria ameaçando e chantageando outros dois senadores para abafar as investigações conduzidas pelas Corregedoria do Senado Federal. A questão é que sem dinheiro, Mecias só a força da palavra. E é com a palavra que ele vem ameaçando 'ferrar' os outros dois colegas, caso a invesyigacao respingue sobre ele. O fato é que o ritmo das análises de fotos e imagens da Corregedoria diminuiu, mas não parou. E para Mecias é mais uma ameaça ao seu mandato. 

 

CPI

A CPI da Saúde também pode piorar a imagem do senador. Isso porque, ele permaneceu na base de apoio da ex- governadora Suely Campos até as vésperas do período eleitoral, quando anunciou compor a base de Denarium. Nesse período, como deputado estadual, criou uma lei para ampliar o orçamento da saúde de 12% para 18%, lei revogada no Supremo Tribunal Federal pelo próprio Denarium, mas que ficou em vigor enquanto a empresa União Comércio e Serviço LTDA recebeu mais de R$ 80 milhões em contratos com o governo, a maior parte com a Sesau. O que liga Mecias à União são os seus proprietários, primos legítimos do parlamentar que vivem em condições bem humildes e pouco condizentes com o faturamento da União. Por isso, são apontados como laranjas do senador. 

 

Genro

Outro que tem empresas e ganha muito "bem obrigado" ocupando um cargo em comissão na estrutura de governo, é o genro de Mecias, Marcos Tyson. Ele administra quatro postos de gasolina no interior e ainda acumula um cargo em Comissão na estrutura da Caer, além de ser dentista em uma instituição do sistema S. Marco se soma à lista de parentes de Mecias que mantém empresas e contratos generosos com o governo e prefeituras. Em todos, há suspeita de atuação como laranjas, onde as empresas recebem os recursos públicos para usar no financiamento das campanhas de Mecias e seu filho Jhonatan de Jesus, também do PRB. Pai e filho, inclusive, nunca se manifestaram sobre os problemas da saúde, por exemplo.

 

De olho

Sabendo dessas informações está na hora da população e dos órgãos de controle ficarem de olho em casa passo de Mecias e Jhonatan. Mesmo tendo problemas recentes com o chefe da Casa Civil, Disney Mesquista, o senador Mecias segue com espaço no governo comandando pastas que possuem arrecadação própria e que movimentam muito dinheiro. A CAER é toda indicação política de Mecias, que acomodou o amigo James Serrador como diretor-presidente e outros aliados, incluindo os dois genros que recebem salários de até R$ 20 mil por mês. Mecias ainda tem participação na CERR e na Codesaima, onde concursados foram demitidos. Em defesa dos servidores ou da população, ele também não falou nada. 


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