Coluna Roraima Alerta

Coluna Roraima Alerta 28.01.2019


E AÍ?

Hoje deve ocorre um protesto de familiares que estão no HGR esperando a boa vontade do Estado em abastecer o estoque de material médico-hospitalar. No início do ano, o secretário de saúde, Ailton Wanderley, se comprometeu ao Conselho Regional de Medicina que o estoque de medicamentos e materiais seria, gradativamente, abastecido. O problema é que tem gente aguardando na fila do SUS há sete meses por cirurgia ortopédica e nunca foi atendido. O motivo, segundo parentes de quem está internado, é a falta de material médico-hospitalar. Por conta disso, não tem como fazer procedimento cirúrgico. As sequelas aumentam e os danos são irreversíveis. Está na hora de os órgãos darem outra pressão!

MULTAS A PAGAR

A Justiça Eleitoral não deu moleza para Ângela Portela e reafirmou as multas que ela tem de pagar. As determinações estão no Diário da Justiça Eletrônica e ficam na casa dos R$ 5 mil. Só que a eterna petista não está só nesse emaranhado de valores a pagar. Tem muita gente que divulgou pesquisa antes do tempo no pleito de 2018 e tem R$ 53 mil aguardando para ser pagos. Ângela teve o pequeno império no Senado destruído com o quarto lugar nas eleições do ano passado. Mas claro que ela tem R$ 5 mil para pagar a quem deve. Aliás, ela mesma recebia R$ 5 mil de auxílio moradia, enquanto o luxuoso apartamento na capital federal estava declarado à Justiça Eleitoral. É mole ou quer mais?!

GUERRA DECLARADA

O presidente da Associação dos Antigos Policiais Civis e servidores do ex-território federal de Roraima, Josias Licata, declarou guerra contra o Tribunal de Contas da União. Amanhã, ele deve se dirigir com mais uma penca de gente para protocolar uma ação na Justiça contra a determinação do ministro que suspendeu a inclusão dos servidores do ex-território no quadro da União. Ele avalia ser inadmissível esse comportamento do órgão fiscalizador, tendo em vista que milhares de pessoas aguardam há anos por esse processo sair do papel. Lembrando que isso só possível graças a articulação de Romero Jucá. O direito está na Constituição. Vamos esperar que esses esclarecimentos sejam prestados e todos sejam servidores federais de fato e de direito, já que ajudaram a construir Amapá, Rondônia e Roraima.

OUTRA

No fim do ano passado, Denarium deu uma canetada e suspendeu a promoção de militares da PM. Na sexta-feira, ele decidiu não conceder promoções a bombeiros militares. A justificativa foi a mesma de 2018: as promoções causariam grande impacto financeiro na folha de pagamento dos servidores. O governador está mais do que certo. Se o Estado não tem como pagar, que promova as ações necessárias. Cortar a carne e sentir na pele decisões amargas são essenciais para um futuro promissor a Roraima. O que faltava antes era coragem. O que falta agora é só diminuir esse número de comissionados como prometido durante a campanha. Não adianta atingir somente efetivos. As mudanças precisam ser ainda mais dolorosas: romper com amigos!

TRAGÉDIA

Brumadinho é mais um capítulo assombroso para a história do Brasil. A questão perpassa a irresponsabilidade do governo e da empresa. É inadmissível que não se tenha uma fiscalização mais rigorosa quanto a essas barragens que colocam em risco a vida de milhões de pessoas. Mariana foi catástrofe ambiental. Brumadinho debruça-se sobre uma questão humana. 58 mortes até às 20h de ontem. Em apenas três anos, o número de vítimas da mesma empresa triplicou. O problema ainda maior é que o procurador que cuidava das investigações de Mariana foi afastado do caso numa clara tentativa de abafar o caso. Milhares de pessoas ainda esperam posicionamento da primeira catástrofe. E dessa? Quando tempo vão esperar?

CONTRADIÇÃO

O rompimento esbarra de frente com o discurso do presidente Jair Bolsonaro. Não seríamos o país que mais preserva o meio ambiente? Como há preservação se não existe leis puníveis neste país? A culpa é transferível de mão em mão. Ora está com o governo, ora está com a mineradora, ora está com a população. O vice-presidente Mourão afirmou que não deveria jogar a culpa para cima deles. Como assim? É necessário! Quem sabe essa segunda parte de uma história com cicatrizes marcantes em Minas Gerais ensina um pouco do que é meio ambiente e como preservá-lo. O mar da hipocrisia parece ser bem maior que a lama que devastou o Estado duas vezes num intervalo de três anos.

SEE ALSO ...