Coluna Roraima Alerta

08.04.19_RR Alerta

Empresa ligada à Mecias de Jesus se beneficiou de contratos com a saúde


100 dias

O governador Antonio Denarium (PSL) está prestes a completar 100 dias de gestão. Esse talvez, seja o período de maior expectativa me relação as propostas apresentadas e defendidas por ele durante o período eleitoral. Denarium fez uma campanha afirmando que o problema de Roraima não era falta de dinheiro, mas de gestão. Porém, nem ele mesmo imaginava a devastação deixada pelo governo de Suely Campos, o que na prática, fez o governador mudar o recursos e repetir durante algum tempo que realmente, dinheiro é um problema grave para o Estado.

 

Desvios

Na última semana, em um evento público, Denarium soltou o freio da língua e falou em alto e bom tom sobre os desvios de recursos públicos constatados pela atual equipe de governo. Segundo ele, houve roubo de dinheiro público em obras de rodovias e em obras da saúde. O governador também afirmou que todas essas informações foram denunciadas aos órgãos de controle para que sejam tomadas as devidas providências. E Denarium tem razão. A Polícia Federal foi responsável por três operações onde se constatou roubo de recursos públicos na Segurança e Educação. O filho de Suely chegou a ser preso, no escândalo das Marmitas. Porém, nada avançou e a ex-gestores segue impune. O que a sociedade quer é que todo esse dinheiro seja devolvido e reinvestido em benefício das pessoas.

 

Investigações

Fontes da Coluna dão conta de que Mecias de Jesus (PRB) não gostou nenhum pouco das declarações feitas pelo ex-secretário de saúde Ailton Wanderley. Ele deixou a pasta na semana passada e fez um desabafo nas suas redes sociais, denunciando a existência de um esquema de corrupção dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Apesar de não ter aberto a boca, Mecias teria mandado alguns recados ao ex-secretário chateado com as declarações e preocupado com o tipo de repercussão que elas podem gerar. Denarium também teria sido pressionado a amenizar a situação, tudo para manter Mecias em sua base aliada. E o motivo de tanto desconforto é muito simples. O senador do PRB permaneceu na base aliada de Suely Campos até o ínicio do período eleitoral quando anunciou o apoio a Antonio Denaium. Nesse período, foi Mecias que controlou politicamente a SESAU, direcionado as indicações e pelo que dizem, os contratos também. Alguns favorecendo inclusive, empresas ligadas à sua família como a União Comércio e Serviços LTDA, que recebeu de 2015 a 2018 mais de R$ 80 milhões de recursos públicos.

 

Denunciou

O Roraima Em Tempo recebeu ainda no ano passado, um envelope com informações sobre as movimentações da empresa União. O que mais chama atenção é que os sócios proprietários são os irmãos Gilmar Pereira de Araújo e Antônia Pereira de Araújo, primos de Mecias de Jesus. No material, haviam fotos retratando um pouco da rotina dos dois donos da empresa. Ambos moram em casas bem humildes. Gilmar, inclusive é conhecido como agricultor no Sul do Estado, nada que se pareça com o volume de recursos movimentado pela empresa. São essas características que fizeram muita gente suspeitar que os primos são na verdade, laranjas de Mecias.

 

 

Continua

E pelo visto o hábito de Mecias se beneficiar do Governo continua. Se na gestão de Suely, ele comandava politicamente a Sesau, com Denarium os acordos políticos incluíram os comandos da CER, CAERR e Codesaima. Três pastas que tem uma característica em comum: gerenciam fontes de receitas próprias. Na CAER, por exemplo, Mecia indicou o presidente e vários cargos de primeiro e segundo escalão, incluindo a ocupação para dois genros que hoje, recebem salários de até R$ 20 mil. Outro aspecto que chama atenção é que um dos genros, o Marco Tyson Chamy de Oliveira, é dono de quatro postos de gasolina distribuídos pelo interior, além de se apresentar como dentista de uma instituição do Sistema S. Como ele consegue dar conta de cuidar de tudo isso, é o que a Coluna e toda a sociedade gostariam de saber.

 

De olho

O que todos querem é que os órgãos de controle assumam postura semelhante a adotada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) que se manifestou afirmando que está analisando contratos duvidosos do governo, especialmente, na área da Saúde. Essa deveria ter sido a postura assumida desde a gestão Suely, quando começaram a surgir as primeiras suspeitas de corrupção e desvio de recursos. Infelizmente, Roraima acompanhou uma inércia injustificável por parte da maioria desses órgãos e se o Estado enfrenta uma grave crise econômica, parte dessa responsabilidade compete a esses órgãos que raramente se manifestavam sobre qualquer denúncia envolvendo a gestão anterior. O que Denarium recebeu é reflexo do que estava sendo feito no governo Suely. Porém, agora quem comanda o Estado é ele, e deve lembrar do seu discurso de combate à corrupção, fazendo a limpa no seu próprio governo, inclusive, resolvendo essas denúncias que pesam contra seu próprio aliado, Mecias de Jesus. É justo querer alterar direitos conquistados pelo servidores estaduais quando os apadrinhados de Mecias seguem ganhando muito bem em cargos comissionados no Governo? Isso também é corrupç

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